Pânico

Scream: O Grito que Redefiniu o Terror

Em 1996, o mundo do cinema de terror recebeu um choque com o lançamento de Scream. Passados quase 30 anos, desde sua estreia no Brasil em 31 de janeiro de 1997, ainda sinto aquele arrepio na espinha ao lembrar da experiência. Não se trata apenas de um slasher, mas de uma obra-prima autoconsciente, inteligente e, ousaria dizer, revolucionária. A sinopse oficial, na verdade, já entrega muito pouco: uma série de assassinatos misteriosos assola uma pequena cidade e um grupo de adolescentes se torna alvo de um assassino mascarado. Mistério, terror e crime se misturam em uma trama repleta de suspense, reviravoltas inesperadas e, claro, muitos sustos genuinamente eficazes.

Wes Craven, mestre do terror, imprime sua marca registrada na direção. Ele equilibra com maestria o gore com o humor negro, construindo uma atmosfera de tensão constante que te deixa grudado na tela. A fotografia, apesar dos anos, ainda se mantém impactante, realçando a beleza macabra das cenas. O roteiro de Kevin Williamson é, sem dúvida, o grande trunfo do filme. Sua inteligência reside em sua autoconsciência metalinguística: Scream brinca com os clichês do gênero slasher, subvertendo-os e tornando-se, paradoxalmente, um exemplar perfeito do próprio estilo. A trama é um quebra-cabeça inteligente, um “quemdunhait” delicioso, que te convida a jogar junto, a decifrar as pistas e a teorizar sobre a identidade do assassino. E, acreditem, eu passei horas (e provavelmente dias, logo após assistir) a tentar decifrar quem era Ghostface!

As atuações também são impecáveis. David Arquette, Neve Campbell e Courteney Cox constroem personagens memoráveis, com nuances e profundidade que transcendem os arquétipos típicos do gênero. A química entre o trio é palpável e contribui para a imersão na trama. Rose McGowan, como Tatum, e Matthew Lillard, como Stu, são brilhantes como vítimas e suspeitos, respectivamente, e, se me permitem dizer, roubam a cena em vários momentos, principalmente por serem vilões tão imprevisíveis.

Atributo Detalhe
Diretor Wes Craven
Roteirista Kevin Williamson
Produtores Cathy Konrad, Cary Woods
Elenco Principal David Arquette, Neve Campbell, Courteney Cox, Rose McGowan, Matthew Lillard
Gênero Crime, Terror, Mistério
Ano de Lançamento 1996
Produtoras Dimension Films, Woods Entertainment

Scream não é perfeito. Alguns podem criticar certos aspectos do enredo, achar alguns personagens um pouco arquetípicos demais ou até mesmo encontrar o humor um pouco exagerado. Contudo, o impacto e a inovação do longa superam quaisquer falhas menores. O filme é mais do que um simples filme de terror; é uma celebração, uma sátira e uma reinterpretação do gênero slasher. Ele consegue ser simultaneamente assustador e hilário, inteligente e visceral.

A mensagem central do filme é complexa. Ele explora os traumas da adolescência, a fragilidade da vida e a importância das relações humanas, tudo isso sob a ameaça iminente da morte. A atmosfera de foreboding que predomina no filme é genialmente construída, criando uma antecipação constante que te deixa apreensivo até a última cena. A maneira como o filme explora a cultura dos tabloides e a forma como a mídia sensacionalista retrata eventos trágicos é particularmente perspicaz e, infelizmente, tão relevante hoje em 2025 como foi em 1996.

Em resumo, Scream é mais que um filme; é um marco na história do cinema de terror. Sua influência é inegável, e sua relevância perdura até os dias de hoje. Se você aprecia um bom filme de suspense, com reviravoltas inesperadas, humor negro e um toque de meta-ficção, Scream é uma experiência imperdível. E, se você ainda não assistiu, prepare-se para um susto, para gritar… e para amar cada segundo. Recomendo fortemente que busquem o filme em plataformas digitais, e revivam (ou vivam pela primeira vez) essa experiência atemporal. Afinal, quem sabe, um novo grito ainda está por vir.

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