O Pacificador

O Pacificador: Um Thriller Esquecido que Merece Uma Nova Olhada

21 de setembro de 2025. Estamos em 2025, e a Guerra Fria parece uma relíquia distante, um eco em livros de história. Mas em 1997, o medo ainda pairara no ar, e esse temor serviu como pano de fundo para O Pacificador, um thriller que, infelizmente, se perdeu no turbilhão de lançamentos da época, mas que, revisitado em 2025, revela algumas surpresas interessantes.

O filme acompanha a investigação de uma colisão de trens na Rússia, um acidente que resulta numa explosão nuclear. A Dra. Julia Kelly (Nicole Kidman), uma cientista nuclear da Casa Branca, e o Tenente-Coronel Thomas Devoe (George Clooney), um oficial de Inteligência das Forças Especiais do Exército, desconfiam de que o acidente foi uma elaborada farsa, uma cortina de fumaça para um esquema de roubo de ogivas nucleares. A dupla se envolve numa corrida contra o tempo para impedir que uma conspiração internacional de proporções catastróficas se concretize. A trama se desenrola em uma série de locações internacionais, repleta de ação, suspense e momentos de intensa tensão.

A direção de Mimi Leder é competente, construindo suspense de forma eficaz, embora possa pecar por vezes em previsibilidade. A câmera acompanha os protagonistas em suas investigações, mostrando-nos a urgência da situação, sem, contudo, deixar que a ação se sobreponha à trama. A trilha sonora, digna de um filme de ação da década de 1990, contribui para a atmosfera tensa. O roteiro, assinado por Michael Schiffer e Kevin Bernhardt, apresenta uma história que, apesar de algumas falhas de ritmo, mantém o espectador envolvido graças ao mistério central que se desvenda gradativamente.

Atributo Detalhe
Diretora Mimi Leder
Roteiristas Michael Schiffer, Kevin Bernhardt
Produtores Branko Lustig, Walter F. Parkes
Elenco Principal George Clooney, Nicole Kidman, Marcel Iureș, Александр Балуев, Rene Medvešek
Gênero Ação, Thriller
Ano de Lançamento 1997
Produtora DreamWorks Pictures

As atuações são o ponto forte do filme. Clooney, em seu auge de galã de Hollywood, está impecável como o durão, mas carismático, Devoe. Kidman, por sua vez, encarna a Dra. Kelly com firmeza e inteligência, desafiando os estereótipos da mulher na indústria cinematográfica da época. A química entre os dois atores é palpável, conduzindo a relação profissional que evolui para algo mais complexo. O restante do elenco, com destaque para Marcel Iureș e Alexander Baluev, cumpre seu papel de forma satisfatória, contribuindo para a construção de uma atmosfera de tensão geopolítica.

Um dos pontos fortes de O Pacificador é sua abordagem do tema nuclear, que vai além da mera ação. O filme levanta questões sobre terrorismo, política internacional e a fragilidade da segurança global, temas que, infelizmente, ainda são dolorosamente relevantes em 2025. Por outro lado, o longa sofre de alguns clichês do gênero, com alguns momentos de ação que poderiam ser mais impactantes e alguns personagens secundários pouco desenvolvidos. A crítica de 1997 apontou a falta de originalidade e, revisando o filme agora, é difícil discordar totalmente. É um thriller funcional, eficiente, mas não revolucionário.

A produção da DreamWorks Pictures se encaixa perfeitamente na estética da época. O filme teve um lançamento discreto, em 13 de novembro de 1997 no Brasil, e não alcançou o sucesso de bilheteria esperado, provavelmente ofuscado por outros lançamentos mais grandiosos. A crítica da época, como se nota nos trechos citados, foi mista, apontando tanto os atrativos visuais (Clooney) quanto a falta de originalidade e emoção. É uma pena, porque O Pacificador apresenta, na verdade, um bom trabalho de direção, atuações sólidas e uma trama que, apesar de seus defeitos, consegue prender a atenção.

Em conclusão, O Pacificador não é um clássico instantâneo, mas sim um thriller de ação competente que merece uma segunda chance, principalmente para aqueles interessados em filmes de suspense político e, claro, fãs de George Clooney e Nicole Kidman. É um filme que se sustenta pelas performances de seus atores e pela atmosfera tensa que consegue construir, apesar de algumas deficiências em termos de roteiro e originalidade. Recomendo sua exibição, principalmente para aqueles que buscam um filme de ação dos anos 90 que consegue ser minimamente inteligente. Se você o encontrar em alguma plataforma de streaming, dê uma chance a ele. Você pode até se surpreender, assim como eu me surpreendi em 2025.

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