Eu vejo um nome, Pluto Charon, e já sinto um arrepio. Você sente isso também? Essa evocação de mundos distantes, de laços gravitacionais invisíveis, de uma dança cósmica entre o que é visto e o que é sentido? Foi exatamente essa premonição que me puxou para a nova série da MFlow Entertainment, lançada neste ano de 2025. Não foi só mais uma série para assistir; foi uma experiência que me desinstalou, me fez pensar, e me compelou a dividir. Porque, no fundo, é isso que a arte boa faz com a gente, né? Ela nos cutuca até a gente ter que falar sobre o que ela nos fez sentir.
Pluto Charon é, na sua essência mais pura, um drama. Mas não um drama qualquer. É o tipo de drama que se enrosca na sua alma e não solta. É a história de pessoas, sim, mas é contada com a linguagem dos astros: a solidão implacável de Plutão, o planeta-anão exilado nas fronteiras do nosso sistema solar, e a proximidade quase sufocante de Caronte, sua lua tão massiva que eles dançam como parceiros iguais, girando um em torno do outro, mas nunca realmente se tocando em fusão. Você já parou para pensar na metáfora disso? No quão perto a gente pode estar de alguém e, ainda assim, carregar mundos de distância? É nesse terreno delicado que a série finca suas raízes.
O elenco, meu amigo, é um espetáculo à parte. 高铭远, no papel de Chen Shi, não está apenas interpretando; ele é Chen Shi. Você o vê com os ombros ligeiramente curvados, o olhar perdido num ponto indefinido da parede, e quase sente o peso invisível que ele carrega, a pressão gravitacional das suas próprias escolhas e arrependimentos. É uma performance que fala mais nos silêncios, nos micros-movimentos do rosto, do que em qualquer diálogo. Há uma cena em que ele tenta acender um cigarro, e as mãos dele tremem tanto que o isqueiro quase escapa dos dedos. Não é o nervosismo que me atinge, mas a crueza daquele desespero engolido.
E a Yang You de 刘琼阳… Ah, ela é a força oposta, a gravidade que tenta ancorar, mas também a fragilidade que ameaça se desintegrar. A forma como ela segura a xícara de café, os nós dos dedos brancos de tanta força, não grita apenas “nervosismo”, mas um desespero contido, uma tentativa desesperada de manter o controle sobre algo que já desmoronou. A sinergia entre Chen Shi e Yang You é algo a ser estudado. É um eclipse. Um momento raro onde a luz e a sombra se encontram e o mundo para, nos deixando em uma penumbra de emoções complexas. Eles são a dualidade de Plutão e Caronte: separados, mas irrevocavelmente ligados pela mesma órbita, pela mesma tragédia ou esperança.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Elenco Principal | 高铭远, 刘琼阳 |
| Gênero | Drama |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtora | MFlow Entertainment |
A MFlow Entertainment, com essa produção, nos entrega um universo onde as escolhas são cinzentas, as verdades são multifacetadas e o conforto é um luxo raro. A série não te dá respostas fáceis, sabe? Ela te atira em um vácuo de dilemas morais onde a linha entre certo e errado se dissolve. Há momentos em que você sente raiva do Chen Shi por suas ações, e no momento seguinte, você entende a dor dele tão profundamente que seu coração aperta no peito. É a ambiguidade da condição humana, não é? A constante luta entre o que queremos ser e o que somos forçados a ser.
É por isso que, mesmo agora, dias depois de ter visto o último episódio, ainda estou processando. Ainda sinto o frio do espaço e o calor da proximidade que essa série me proporcionou. É uma obra que transcende o mero entretenimento, é uma aula de empatia, um espelho que reflete as partes mais sombrias e as mais luminosas de nós mesmos.
E você, qual foi a cena de Pluto Charon que mais te marcou e por quê? Deixa sua opinião nos comentários!




