Programa DNA

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Decifrando a Realidade: Por Que Programa DNA Ainda Me Persegue em 2025

Sabe, eu adoro um bom mistério que me faz questionar cada fibra da minha própria percepção. Em um mundo onde o cinema nos bombardeia com sequências e reboots, é raro um filme que, anos depois do seu lançamento, ainda ecoa na minha cabeça, me fazendo ponderar sobre o que é real e o que é fabricado. É exatamente por isso que, mesmo em outubro de 2025, três anos e tantos desde que vi Programa DNA pela primeira vez, eu ainda me sinto compelido a falar sobre ele. Não é um blockbuster, não está nas listas de “maiores de todos os tempos”, mas há algo intrinsecamente perturbador e inteligente que Martin Grof, como diretor, roteirista e produtor, e Maggie Drahovska, co-roteirista, conseguiram capturar.

Lembro-me de ter pego Programa DNA em 2021, talvez numa daquelas noites de exploração por catálogos de streaming. A premissa já me fisgou: um sujeito, Andrew Cooper (Eugene Simon), se enfia num programa secreto que promete desenvolver um DNA super-humano. Mas a coisa degringola rapidamente de uma promessa científica para algo muito mais sinistro. Andrew descobre que consegue receber, controlar e até enviar pensamentos e informações a partir dos sentidos de outras pessoas. Pense nisso por um segundo: você, de repente, é um eco de tudo ao seu redor. Parece incrível, né? Mas e se o eco se torna o grito da sua própria mente, distorcendo o que você jura ser a verdade?

É aí que o filme, com maestria, transita entre o thriller psicológico, a ficção científica mais cerebral e um mistério que nos consome junto com Andrew. Não é só a habilidade em si que o perturba, mas as “ocorrências estranhas e perturbadoras” que começam a segui-lo. Cenas bizarras que o colocam em xeque, o fazem olhar para as próprias mãos e se perguntar: “Isso é de verdade ou eu estou desmoronando?” E, como espectador, a gente tá ali, de mãos dadas com ele nessa espiral de paranoia.

Eugene Simon, que conhecemos de ‘Game of Thrones’, entrega uma performance que é um soco no estômago. Seu Andrew Cooper não é o herói de ação invencível; ele é vulnerável, confuso, e a gente sente o desespero dele escorrendo pela tela. Você vê o suor frio na testa dele, a hesitação no olhar quando ele tenta discernir se Nadia (Emily Wyatt) é uma aliada ou uma peça no jogo maior, ou se as figuras de May (Jennifer Martin) e Rebecca (Marybeth Havens) são âncoras na realidade ou meras projeções de sua mente fragmentada. Ele não está apenas atuando; ele é a personificação do homem à beira do abismo existencial. E Dr. Daniel Marinus (Alastair G. Cumming)? Ah, ele é aquele tipo de figura ambígua que nos faz desconfiar de cada sorriso e cada palavra, o cientista que talvez tenha cruzado uma linha invisível, ou talvez seja apenas a mente por trás do labirinto que Andrew tenta desesperadamente escapar.

Atributo Detalhe
Diretor Martin Grof
Roteiristas Martin Grof, Maggie Drahovska
Produtor Martin Grof
Elenco Principal Eugene Simon, Emily Wyatt, Jennifer Martin, Marybeth Havens, Alastair G. Cumming
Gênero Thriller, Mistério, Ficção científica
Ano de Lançamento 2021

O que me impressiona em Programa DNA é como ele mostra a dissolução da realidade, em vez de apenas contar. Não há monólogos expositivos excessivos. Em vez disso, Grof e Drahovska usam os cenários bizarros e a própria perspectiva confusa de Andrew para nos colocar dentro da sua pele. É como se a câmera, por vezes, se tornasse os olhos dele, e o som, a cacofonia de pensamentos alheios invadindo sua mente. A edição é cortante, as cores, por vezes, lavadas ou saturadas de uma forma que sugere que algo está errado. Você não vê as mãos de Andrew tremendo para saber que ele está nervoso; você sente o seu próprio corpo encolher de ansiedade conforme a linha entre o consciente e o subconsciente dele se apaga.

Não é um filme que entrega todas as respostas de bandeja, e essa é uma das suas maiores forças. Ele te convida a participar do mistério, a juntar as peças, a abraçar a ambiguidade. Será que estamos presenciando o nascimento de uma nova forma de existência ou a desintegração total de uma mente? É a ciência que se tornou monstro ou a própria percepção humana que é inerentemente frágil? A beleza de Programa DNA está justamente em não te dar um fechamento limpo, mas sim um convite duradouro à reflexão.

Em um ano como 2025, onde a inteligência artificial e a realidade virtual estão mais presentes do que nunca, um filme como este, lançado lá em 2021, ganha uma camada extra de relevância. Ele nos força a pensar sobre o que é “real” e o quão facilmente nossa realidade pode ser manipulada, seja por um programa ultra-secreto ou pela própria tecnologia que abraçamos. E é por essa capacidade de transcender seu próprio tempo e ainda me fazer pensar que Programa DNA merece ser revisitado e discutido, não como um mero filme de ficção científica, mas como uma experiência perturbadora e instigante. Recomendo, de coração, que você se arrisque nessa jornada. Mas não diga que eu não avisei: a saída pode ser mais difícil do que a entrada.