Quero Ser Grande

Quando penso em filmes que marcaram minha infância, Quero Ser Grande (Big, no original em inglês) é um dos primeiros que vêm à mente. Lançado em 1988, esse filme de fantasia, drama, comédia, romance e família, dirigido por Penny Marshall, trouxe uma história única e cativante que ainda hoje é lembrada com carinho por muitos. A ideia de um menino de 12 anos, Josh Baskin, interpretado por Tom Hanks, que deseja ser grande e acorda no dia seguinte com 30 anos, é um conceito simples, mas rico em possibilidades cômicas e dramáticas.

A direção de Penny Marshall é notável por como ela consegue equilibrar os elementos cômicos e dramáticos da história. Tom Hanks, em uma das suas primeiras grandes atuações no cinema, brilha como Josh, um menino preso em um corpo de adulto, tentando navegar pelo mundo dos grandes. Sua performance é ao mesmo tempo engraçada e tocante, capturando a essência da inocência e da curiosidade infantil em um ambiente adulto. A química entre Hanks e Elizabeth Perkins, que interpreta Susan, uma colega de trabalho que se torna sua confidente e mais, é particularmente destacada, adicionando uma camada de romance suave à narrativa.

O roteiro, escrito por Gary Ross e Anne Spielberg, é inteligente e sensível, abordando temas como a perda da inocência, a amizade e o desejo de crescer. A maneira como o filme explora a ideia de “ser grande” não apenas como uma questão de idade, mas como uma jornada de autodescoberta e maturidade, é especialmente perceptiva. A relação de Josh com sua mãe, que o expulsa de casa por não reconhecer o “homem” diante dela, é um momento crucial que destaca a complexidade das relações familiares e a dificuldade de aceitação.

Um dos pontos fortes do filme é sua capacidade de evocar uma sensação de nostalgia sem se render a sentimentalismos excessivos. A trilha sonora, os sets e os figurinos são todos cuidadosamente projetados para capturar a essência dos anos 80, sem se tornar datados. A cena icônica em que Josh e MacMillan (interpretado por Robert Loggia) tocam dueto de “Chopsticks” e “Heart and Soul” em um piano gigante no FAO Schwarz é um momento inesquecível que resume a alegria e a magia do filme.

Atributo Detalhe
Diretora Penny Marshall
Roteiristas Gary Ross, Anne Spielberg
Produtores James L. Brooks, Robert Greenhut
Elenco Principal Tom Hanks, Elizabeth Perkins, Robert Loggia, John Heard, Jared Rushton
Gênero Fantasia, Drama, Comédia, Romance, Família
Ano de Lançamento 1988
Produtoras American Entertainment Partners II L.P., Gracie Films, 20th Century Fox

Se há um ponto fraco, é a maneira como algumas subtramas secundárias são resolvidas de forma um pouco precipitada. No entanto, isso não diminui o impacto geral do filme, que continua a ser uma jornada emocionalmente satisfatória e visualmente agradável.

Quero Ser Grande é um clássico que transcende gerações, falando a linguagem universal da infância e do desejo de crescer. É um lembrete de que, independentemente da idade, todos compartilhamos desses anseios e medos. E é exatamente essa conexão humana que torna o filme tão amado e duradouro.

E você, qual é o seu desejo secreto, algo que você gostaria de realizar ou experimentar, assim como Josh desejava ser grande? Deixe sua opinião nos comentários!

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