Reação em Cadeia: Uma Jornada Materna Assombradora que Nos Deixa Sem Fôlego
Já se passaram algumas semanas desde que Reação em Cadeia estreou nos cinemas brasileiros em 13 de maio de 2025, e até hoje a experiência reverberada na minha mente. Não se trata de um filme que se esquece facilmente. A trama acompanha Carla, interpretada com maestria por Dara Magalhães Cordeiro, e sua filha Jade (Lara Bueno) em uma mudança para uma nova casa. A aparente tranquilidade inicial se transforma em um pesadelo quando um incidente envolvendo Jade desencadeia uma busca desesperada por respostas, mergulhando Carla em um abismo de suspense e desespero.
O diretor e roteirista Rafael Palandre Rodrigues Bueno tece uma narrativa eficiente, construindo a atmosfera opressiva com maestria. A câmera, muitas vezes pairando em planos-sequência que acompanham a angústia de Carla, nos coloca diretamente em seu ponto de vista. Não há momentos supérfluos; cada cena, cada diálogo, contribui para a crescente sensação de apreensão. O filme utiliza a linguagem cinematográfica de forma inteligente, criando um clima de suspense constante, sem recorrer a sustos baratos. A trilha sonora, embora discreta na maior parte do tempo, surge em momentos cruciais, potencializando a tensão.
O roteiro, porém, apresenta um ponto de controvérsia. Embora a construção da trama seja sólida e instigante até certo ponto, o desfecho, a meu ver, se precipita um pouco. A resolução dos mistérios, embora satisfatória em termos de fechamento narrativo, deixa um leve gostinho de “mais a ser explorado”. Há um potencial latente para uma sequência, o que, dependendo da perspectiva, pode ser visto como um trunfo ou uma falha.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Rafael Palandre Rodrigues Bueno |
| Roteirista | Rafael Palandre Rodrigues Bueno |
| Elenco Principal | Dara Magalhães Cordeiro, Lara Bueno, Márcio Antônio da Paz, Gustavinha |
| Gênero | Drama, Família, Mistério |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtora | Sorria Cine Produtora |
As atuações, sem sombra de dúvidas, são o ponto alto do filme. Dara Magalhães Cordeiro entrega uma performance visceral, transmitindo a fragilidade e a força de uma mãe disposta a tudo por sua filha. Sua entrega emocional é autêntica e contagiante, nos fazendo compartilhar sua dor, sua angústia e sua luta incessante. Lara Bueno, como Jade, apesar do papel mais contido, também contribui significativamente para a construção da tensão dramática. A química entre mãe e filha é palpável, um dos pilares emocionais que sustentam todo o filme. Márcio Antônio da Paz e Gustavinha, como Seu Ademir e o Gato, respectivamente, também cumprem seus papéis com eficiência, adicionando camadas interessantes à trama.
Reação em Cadeia explora temas poderosos como maternidade, trauma e injustiça, lançando luz sobre os dilemas morais que uma mãe enfrenta ao proteger sua filha. É um filme que nos confronta com a violência, não apenas a física, mas também a psicológica, e nos força a refletir sobre os limites da nossa própria capacidade de proteger aqueles que amamos. A produção independente da Sorria Cine Produtora merece ser celebrada pela ambição e pela qualidade técnica do longa.
Apesar da pequena ressalva quanto ao desfecho, considero Reação em Cadeia uma obra significativa e memorável. A força das atuações, a atmosfera densa e a exploração de temas relevantes o elevam acima da média de filmes de suspense. Recomendo fortemente a experiência cinematográfica a todos que apreciam dramas densos, cheios de suspense, e com uma carga emocional potente. Não se trata de um filme para todos os gostos, mas para aqueles que buscam uma experiência cinematográfica mais profunda e reflexiva, a jornada de Carla vale cada minuto. É um filme que fica com você muito tempo depois dos créditos finais.




