Um Olhar Profundo em Somos o que Somos: Um Estudo de Família e Segredos
Quando penso em filmes que me fazem questionar a natureza humana e as escolhas que fazemos, Somos o que Somos sempre vem à mente. Lançado em 2013, este drama sombrio e perturbador, dirigido por Jim Mickle, não apenas me fascina, mas também me desafia a reflexão. Neste artigo, quero compartilhar por que este filme é mais do que apenas uma história sobre uma família com segredos sombrios; é uma jornada pela complexidade da condição humana.
A história se passa em uma vila onde Frank Parker, interpretado por Bill Sage, e suas filhas, Iris e Rose, vivem uma vida simples, mas com um segredo terrível. Após a morte da matriarca da família, as adolescentes são forçadas a assumir responsabilidades que vão além de suas idades, incluindo o cuidado do irmão mais novo, Rory. É nesse momento de transição e dor que o filme começa a desvendar as camadas da personalidade de cada personagem, mostrando como cada um lida com a perda e as expectativas familiares.
O que me atrai em Somos o que Somos é a forma sutil, mas poderosa, com que explora temas como a religião, a tradição e a sobrevivência. A família Parker é apresentada como uma unidade fechada, com práticas e crenças que são tanto fascinantes quanto aterradoras. A direção de Jim Mickle e o roteiro que ele co-escreveu com Nick Damici não julgam; em vez disso, observam com uma curiosidade sombria, convidando o espectador a se aproximar e entender, sem necessariamente concordar.
A atuação do elenco é notável, com cada ator trazendo profundidade e nuances para seus personagens. Bill Sage, como o patriarca Frank, é ao mesmo tempo carismático e aterrador, enquanto Ambyr Childers e Julia Garner, como Iris e Rose, respectivamente, capturam a complexidade de duas jovens mulheres tentando navegar em um mundo que parece determinado a mantê-las presas em um ciclo de segredos e tradições.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Jim Mickle |
| Roteiristas | Jim Mickle, Nick Damici |
| Produtores | Jack Turner, Rodrigo Bellott, Andrew Corkin, Nicholas Shumaker, Linda Moran |
| Elenco Principal | Bill Sage, Ambyr Childers, Julia Garner, Michael Parks, Wyatt Russell |
| Gênero | Drama, Terror, Thriller |
| Ano de Lançamento | 2013 |
| Produtoras | Belladonna Productions, Memento Films International, Paradise City, The Zoo, Uncorked Productions, Venture Forth, We Are What We Are |
A cinematografia do filme também merece destaque. A paisagem rural, com sua beleza sombria e ameaçadora, se torna um personagem em si. A tempestade que atinge a região não é apenas um evento climático; é uma metáfora para as tempestades internas que a família enfrenta. Cada plano, cada ângulo da câmera, parece calcular-se para aumentar a tensão e a sensação de claustrofobia, tornando quase palpável a sensação de que algo está prestes a dar terrivelmente errado.
Somos o que Somos é um filme que não deixa o espectador indiferente. É uma experiência visceral, que provoca reflexão sobre as escolhas que fazemos e como elas nos definem. Em um mundo onde a aparência muitas vezes importa mais do que a realidade, este filme nos lembra de que, no fim, somos mesmo o que somos, com todos os nossos segredos, tradições e escolhas. E é exatamente essa complexidade, essa ambiguidade, que torna Somos o que Somos um filme tão poderoso e memorável.
Em resumo, Somos o que Somos não é apenas um filme; é uma jornada pelas sombras da alma humana. Com sua direção sutil, atuações poderosas e uma história que nos desafia a questionar nossos próprios valores, este filme permanece como um dos meus favoritos, um lembrete constante de que, por mais que tentemos esconder, eventualmente, somos revelados por aquilo que somos.




