An Anomaly of the Theory

Task: Unidade Especial: Crime no Coração Familiar
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Sabe, há filmes que a gente assiste e eles simplesmente… grudam. Não como chiclete no sapato, mas como uma ideia persistente, uma daquelas melodias que não saem da cabeça ou uma questão que ecoa bem depois que a tela escurece. Para mim, An Anomaly of the Theory, lançado lá em 2010 e dirigido por Jeremy Profe, é exatamente esse tipo de experiência cinematográfica. E por que estou aqui, em pleno outubro de 2025, a revisitá-lo? Porque, quinze anos depois, sua ressonância é, de alguma forma, ainda mais palpável, como se o tempo, em vez de diluir sua mensagem, a tivesse decantado e concentrado.

Este não é um daqueles épicos de ficção científica que te explodem com efeitos visuais mirabolantes ou perseguições intergalácticas. Esqueça explosões coloridas e naves piscando. An Anomaly of the Theory se insere em um nicho muito mais denso e, para ser sincero, mais assombroso: o drama existencial embrulhado em um conceito científico que ousa questionar o que tomamos como verdade absoluta. É uma jornada para dentro da mente, onde os maiores perigos não são alienígenas ou robôs desonestos, mas a própria fragilidade da nossa compreensão.

O título, por si só, já é um convite e um desafio. “Uma Anomalia da Teoria”. Pense nisso por um instante. O que acontece quando algo simplesmente não se encaixa? Quando um dado, um fenômeno, uma percepção, contradiz a estrutura inteira de conhecimento que construímos? É aí que a ficção científica se torna uma lente brutalmente honesta para explorar o drama humano. E Jeremy Profe, com a produção da Francisco Productions, nos joga nesse vórtice sem pudor.

No centro dessa tempestade silenciosa, temos Erwin, interpretado por Corey Wright, e Hugh, a cargo de Walter Vincent. A dinâmica entre esses dois homens é o motor pulsante do filme. Não há aqui um herói e um vilão claros, mas sim duas almas enredadas, talvez dois cientistas, dois pensadores, ou até mesmo um mentor e seu pupilo, que se deparam com algo que desafia a lógica. Erwin parece carregar o peso de uma descoberta perturbadora, seus olhos, mesmo através da tela, transmitem uma inquietude quase febril, como se a realidade tivesse rachado sob seus pés e ele estivesse prestes a despencar. Já Hugh, a meu ver, é a âncora, o contraponto que tenta racionalizar o irracional, que busca a solidez em um terreno que se dissolve. Você consegue quase ver as rugas de preocupação em sua testa, não por um perigo físico, mas pela desintegração de um universo intelectual que ele construiu. Os diálogos, mesmo os silêncios carregados, revelam não apenas a trama, mas a própria essência de quem são, de suas crenças, de seus medos mais profundos. Não é preciso dizer que estão tensos; as mãos que tremem ligeiramente ao pegar uma xícara de café, o olhar que desvia, o suspiro profundo que precede uma frase crucial – tudo isso nos mostra a tormenta interna.

Atributo Detalhe
Diretor Jeremy Profe
Elenco Principal Corey Wright, Walter Vincent
Gênero Drama, Ficção científica
Ano de Lançamento 2010
Produtora Francisco Productions

Profe, como um hábil maestro, orquestra essa dança entre a razão e o abismo. O filme não corre; ele flui, arrastando o espectador para o ritmo contemplativo e, por vezes, angustiante de uma mente em colapso. Há uma atmosfera quase claustrofóbica, mesmo em cenários abertos, como se a anomalia não estivesse apenas lá fora, no cosmos ou em um laboratório, mas se infiltrasse na própria percepção de quem a testemunha. É um filme que te pede para sentir, para questionar junto com os personagens, e não apenas para observar passivamente. Lembro-me de sair da sala escura (ou, mais provavelmente, do meu sofá, já que na época eu ainda era desses que esperavam o DVD) com uma sensação estranha, um nó na garganta que não era de tristeza, mas de uma profunda reflexão sobre os limites do conhecimento humano.

Em um mundo onde somos constantemente bombardeados por informações, por “verdades” absolutas, e onde a busca por certezas é quase uma obsessão, An Anomaly of the Theory surge como um lembrete incômodo e necessário: e se a teoria estiver errada? E se o que sabemos for apenas uma fração, uma ilusão conveniente? O filme não te dá respostas fáceis; ele prefere semear perguntas que fermentam, que te acompanham por dias, semanas, anos. É a beleza e a crueldade da boa ficção científica: ela nos confronta com o que há de mais fundamental na nossa existência, usando o futuro ou o impensável como um espelho distorcido do presente.

Quinze anos depois, sua relevância só cresce. Em uma era de fake news, de bolhas de realidade e de dogmas que se recusam a ser desafiados, a ideia de uma “anomalia da teoria” ganha um peso político e social que talvez nem mesmo Profe pudesse prever em 2010. Não se trata apenas de ciência, mas de como construímos nossas narrativas, nossas identidades, nossos mundos. E é por isso que, de tempos em tempos, sinto a necessidade de revisitar este filme. Ele não promete uma jornada divertida, mas oferece algo muito mais valioso: uma provocação, um empurrão para fora da zona de conforto intelectual, e a chance de ver a humanidade de Erwin e Hugh se desdobrar sob o peso de uma verdade inconveniente. E isso, meu amigo, é algo que nunca sai de moda.

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