The Tonight Show Starring Jimmy Fallon: Uma década depois, o legado permanece?
Confesso que, ao começar a escrever essa resenha sobre The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, em setembro de 2025, me peguei em uma espécie de nostalgia nostálgica. Lembro-me da expectativa em 2014, da passagem da tocha de Leno para Fallon, da promessa de um novo tipo de talk show noturno. Onze anos depois, como se mantém esse legado? A resposta, como a vida, é complexa.
A série, como todos sabem, é um talk show noturno que, mantendo a tradição da franquia, apresenta monólogos de Fallon, esquetes, jogos cômicos e entrevistas com celebridades, tudo ambientado no icônico Studio 6B do Rockefeller Center em Nova Iorque, com a inesquecível banda The Roots ao fundo e a presença sempre sagaz de Steve Higgins. A fórmula é clássica, bem estabelecida, mas a execução, como veremos, é onde a história fica interessante.
A direção de Dave Diomedi é competente, sem ser excepcional. Ele garante um ritmo ágil, mantendo a energia alta, essencial para o formato. A produção é impecável, refletindo o orçamento e a tradição da NBC. Mas a verdadeira alma do programa reside no próprio Fallon, também responsável pelo roteiro. E aqui as coisas começam a ficar mais turvas. O humor de Fallon, sempre um tanto inofensivo e dependente de gags visuais e esquetes previsíveis, envelheceu mal para muitos. Aquele charme jovial que o projetou para o estrelato agora se apresenta, para alguns, como algo artificial, esvaziado de substância. É aí que me deparo com a crítica que mencionei no início: “Fallon. O que há para dizer? Ele não é engraçado, não é divertido, e aparentemente a única razão pela qual ele tem um programa são acordos secretos com quem quer que esteja tomando a péssima decisão de mantê-lo no ar – até mesmo seus memes são ruins!”
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Dave Diomedi |
| Roteirista | Jimmy Fallon |
| Elenco Principal | Jimmy Fallon, Steve Higgins |
| Gênero | Comédia, Talk |
| Ano de Lançamento | 2014 |
| Produtoras | Broadway Video, Universal Television, Electric Hot Dog Productions, Universal Television Entertainment |
Concordo com alguns pontos dessa avaliação. Há momentos de brilho, sem dúvida. A química entre Fallon, Higgins e The Roots é palpável e gera momentos genuinamente divertidos. Algumas entrevistas foram memoráveis, mas a consistência faltou. Muitas vezes o programa se torna uma sucessão de piadas sem graça, interações forçadas e esquetes que se esgotam rapidamente. A tentativa de se modernizar, de abraçar memes e tendências da internet, muitas vezes parece forçada e fora de sincronia.
Os pontos fortes residem, portanto, no carisma pessoal de Fallon (embora discutível para muitos), na energia contagiante da banda e na impecável produção técnica. Já os fracos são a inconsistência do humor, a falta de profundidade em muitas entrevistas e a sensação, muitas vezes, de que o programa está se repetindo. Temas e mensagens? Poucos, se formos sinceros. O programa busca, primordialmente, o entretenimento leve, sem se aprofundar em questões sociais ou políticas de forma significativa.
The Tonight Show Starring Jimmy Fallon teve uma estreia promissora em 2014, com 11,3 milhões de telespectadores. O sucesso inicial não se sustentou ao longo dos anos. Hoje, em 2025, a série está disponível em plataformas digitais, mas sua influência e o seu poder de atração parecem bem reduzidos. A recepção pela crítica sempre foi dividida, e com razão.
Conclusão: The Tonight Show Starring Jimmy Fallon é uma série que acompanha as mudanças na televisão. Uma boa produção técnica que falha em entregar um produto final consistente. Recomendo assistir com uma pitada de nostalgia e uma dose generosa de auto-ironia. Se você busca um talk show que te faça pensar, que provoque reflexões, este não é o programa ideal. Se você quer um entretenimento leve e sem maiores pretensões, talvez encontre alguns momentos divertidos aqui e ali. A avaliação final, como tudo na vida, depende da sua expectativa e do seu próprio senso de humor. No fim das contas, ele permanece no ar porque é um produto comercialmente eficiente, não porque seja um programa brilhante.




