Tracers: Nos Limites

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A energia cinética e a tensão incessante definem Tracers: Nos Limites, um thriller de ação lançado em 15 de janeiro de 2015, que mergulha nas subculturas urbanas de Nova York através da lente do parkour. Dirigido por Daniel Benmayor, o filme articula uma narrativa de sobrevivência e libertação, onde o movimento se torna tanto uma arte quanto uma ferramenta de subsistência em um ambiente hostil.

A tese central de Tracers: Nos Limites reside na exploração do parkour não apenas como um espetáculo acrobático, mas como uma metáfora visceral para a busca por autonomia e a evasão de sistemas opressivos. Cam, o protagonista, é um elo visível entre a servidão da dívida e a promessa de liberdade física e financeira que o parkour parece oferecer. O filme argumenta que, em um mundo onde as estruturas tradicionais falharam, a agilidade do corpo e a astúcia da mente são os últimos bastiões contra a aniquilação pessoal, transformando a cidade de Nova York em um labirinto a ser superado e não apenas habitado.

Sob a direção de Daniel Benmayor, conhecido por seu trabalho em filmes de ação com forte componente físico, como “Bruc, el desafío“, “Tracers” revela uma evolução na sua capacidade de coreografar sequências dinâmicas em ambientes urbanos. O estilo visual de Benmayor privilegia a imersão, utilizando câmeras que se movem com os praticantes de parkour, quase se tornando mais um participante na corrida. Essa abordagem confere uma autenticidade crucial às cenas de perseguição e saltos, elevando a adrenalina do espectador.

Tecnicamente, o filme se destaca pela excelência na captura da movimentação. A cinematografia de Daniel Aranyó emprega lentes grande-angulares para enfatizar a escala dos saltos e a vertigem das alturas, enquanto a montagem ágil, cortesia de Guillermo de la Cal e Matt Johnson, sincroniza-se com o ritmo frenético do parkour. Essa sinergia cria um fluxo narrativo que alterna momentos de tensão respiratória com explosões de pura agilidade, mantendo o espectador engajado. A atuação de Taylor Lautner como Cam é notável pela sua fisicalidade e dedicação às exigências do parkour, conferindo credibilidade às acrobacias. Sua química com Marie Avgeropoulos (Nikki) é palpável, especialmente nas cenas em que a vulnerabilidade e a atração mútua se misturam, estabelecendo o contraponto emocional à ação.

Direção Daniel Benmayor
Roteiro Kevin Lund, Matt Johnson, T.J. Scott
Elenco Principal Taylor Lautner (Cam), Marie Avgeropoulos (Nikki), Adam Rayner (Miller), Rafi Gavron (Dylan), Sam Medina (Hu)
Gêneros Ação
Lançamento 15/01/2015
Produção Cowtown Cinema Ventures, Temple Hill Entertainment

Os temas centrais de “Tracers” ecoam a luta de muitos jovens por pertencimento e propósito em um cenário urbano impiedoso. A dívida de Cam com a máfia chinesa, personificada pelo implacável Hu, é uma representação da precaridade econômica que impulsiona o protagonista para o mundo marginalizado do parkour e do crime. O grupo de parkour, liderado por Miller, oferece a Cam uma nova família e um código de conduta, mas também o arrasta mais fundo em um ciclo de roubos e perigos. Uma cena particularmente impactante é quando Cam, após um roubo bem-sucedido, usa a destreza aprendida para escapar por telhados e becos, a luz do amanhecer revelando não apenas sua vitória temporária, mas a solidão inerente à sua jornada. A liberdade prometida pelo parkour é constantemente confrontada pela claustrofobia da dívida e da violência.

No nicho de thrillers de ação urbanos centrados no parkour, Tracers: Nos Limites se insere firmemente. O filme se alinha com obras que exploram a destreza física como uma forma de resistência ou escapismo em grandes metrópoles. Uma comparação evidente é com “B13: Distrito 13” (2004), filme francês que popularizou o parkour no cinema, onde as perseguições em cenários de guetos urbanos são o cerne da narrativa, focando na agilidade e na superação de barreiras físicas para fins de sobrevivência e justiça. De forma similar, “Premium Rush” (2012), embora centrado em mensageiros de bicicleta, compartilha a estética da perseguição urbana de alta octanagem e a ideia de que a cidade é um parque de obstáculos a ser navegados com inteligência e velocidade, sublinhando a temática da fuga e da precariedade dos trabalhadores urbanos. Ambos os filmes compartilham o enfoque cultural e identitário de comunidades marginalizadas que encontram no movimento uma expressão de individualidade e poder.

Tracers: Nos Limites entrega o que promete: um espetáculo de ação e adrenalina impulsionado por um enredo direto de perseguição e redenção. É um filme feito para o público jovem adulto que busca entretenimento eletrizante e uma exploração da rebeldia urbana. Sua relevância reside na forma como ele traduz a angústia da dívida e a busca por liberdade em uma experiência cinematográfica visceral e repleta de movimento. Para os entusiastas do parkour e do cinema de ação com coração pulsante, este filme é uma escolha robusta e envolvente.

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