Transformers: O Lado Oculto da Lua

Publicidade
Assista agora — abra na plataforma parceira Assista agora

Transformers: O Lado Oculto da Lua – Uma Guerra de Três Horas em Chicago

Em 2011, o mundo testemunhou a explosão de metal e pirotecnia que foi Transformers: O Lado Oculto da Lua. Quatorze anos depois, revisitá-lo me trouxe uma torrente de lembranças, e a necessidade de revisitar minhas próprias impressões sobre esta produção de Michael Bay. Sim, eu sei, Michael Bay. Aquele nome já evoca em muitos uma reação visceral, e eu não vou negar que, como muitos, cheguei a este terceiro filme da franquia com certa reserva. Mas, antes de me aprofundar na minha experiência, vamos à sinopse: Sam Witwicky, nosso herói já um tanto desgastado, encontra-se novamente no meio de uma guerra intergaláctica entre Autobots e Decepticons, com uma nova namorada, Carly, para complicar (e apimentar) as coisas. Uma decisão crucial de Optimus Prime desencadeia uma sequência de eventos que culminam em um épico confronto em Chicago. Fim da sinopse sem spoilers.

A Sinfonia Explosiva de Michael Bay

A direção de Michael Bay, como sempre, é um assunto polarizador. Não se pode negar a sua maestria técnica em criar sequências de ação deslumbrantes. O Lado Oculto da Lua é um festival de explosões, perseguições de tirar o fôlego e transformações de robôs gigantescas, tudo filmado com uma energia frenética que, se não te conquista totalmente, ao menos te deixa sem fôlego. A câmera em constante movimento, a edição frenética e o uso excessivo de slow motion são, ao mesmo tempo, seus pontos fortes e fracos. Enquanto cativam em momentos específicos, em outros, a experiência torna-se um pouco cansativa e confusa, dificultando o acompanhamento da trama. A duração de 154 minutos, mencionada por outros críticos, também pesou um pouco na minha revisita – e não me surpreende que tenha se passado como um filme de 14 horas para quem o assistiu pela primeira vez.

O roteiro de Ehren Kruger, por outro lado, deixa muito a desejar. A trama, repleta de reviravoltas e subtramas, muitas vezes se perde em sua própria complexidade. A relação entre Sam e Carly, por exemplo, parece existir mais como um elemento de contexto do que como algo realmente desenvolvido, e a motivação de certos personagens fica pouco clara. A sensação de que estamos assistindo a uma sucessão de cenas de ação espetaculares, sem uma base narrativa sólida, persiste.

Atributo Detalhe
Diretor Michael Bay
Roteirista Ehren Kruger
Produtores Don Murphy, Ian Bryce, Lorenzo di Bonaventura, Kenny Bates, Tom DeSanto
Elenco Principal Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Peter Cullen, Leonard Nimoy, John Turturro
Gênero Ação, Ficção científica, Aventura
Ano de Lançamento 2011
Produtoras Paramount Pictures, di Bonaventura Pictures, DeSanto/Murphy Productions, Ian Bryce Productions

Shia, Robôs e Uma Lua Cheia de Segredos

Shia LaBeouf, em sua terceira e última aparição como Sam Witwicky, entrega uma performance competente, mas não exatamente memorável. A verdade é que a personagem já havia se tornado um tanto repetitiva. Rosie Huntington-Whiteley substitui Megan Fox com um carisma considerável, mas ainda assim, seus personagens são relegados a um segundo plano na maior parte do filme. A salvação, mais uma vez, está nas vozes de Optimus Prime (Peter Cullen) e Sentinel Prime (Leonard Nimoy), dois titãs da dublagem que conferem peso e profundidade aos gigantes de metal. A química entre as vozes e a animação é inegavelmente cativante.

Pontos Fortes e Fracos – Um Equilíbrio Precário

Os efeitos especiais, mesmo considerando o tempo que passou desde o lançamento, continuam impressionantes. A escala épica das batalhas, especialmente a culminante em Chicago, é de tirar o fôlego. Mas a história, como já comentado, é seu calcanhar de Aquiles. A trama sofre de excesso de informações, personagens secundários mal explorados e uma tentativa desesperada de encaixar todas as peças num final grandioso, o que resulta num todo meio desequilibrado.

Uma Mensagem Perdida no Espaço (ou em Chicago)

Em meio à explosão de metal e lasers, a mensagem do filme parece se perder. Podemos discutir temas de guerra, traição e a complexidade das relações humanas, mas a verdade é que eles são tratados de forma superficial, ofuscados pelo espetáculo visual. A ideia de uma batalha entre mundos se torna menos uma luta ideológica e mais um frenético quebra-quebra de robôs gigantescos.

Conclusão – Vale a Pena Revisitar (ou Experimentar)?

Quatorze anos depois, minha opinião sobre Transformers: O Lado Oculto da Lua permanece dividida. Eu o recomendaria para quem aprecia filmes de ação grandiosos e frenéticos, que não se importam muito com a complexidade narrativa e buscam apenas um bom entretenimento visual. Para quem procura uma história bem construída e personagens complexos, talvez seja melhor procurar outras alternativas no vasto catálogo de filmes de ficção científica que temos à disposição nas plataformas digitais. A experiência, no fim das contas, é semelhante a um passeio num montanha-russa; vertiginosa, emocionante e, eventualmente, um pouco desgastante. Mas, se o que busca é adrenalina e robôs gigantes destruindo Chicago, prepare-se para um show de efeitos especiais e uma quantidade excessiva de explosões.