TRON: Ares – Uma Ode à Inteligência Artificial… ou Uma Decepção?
Preparem-se, cinéfilos! Ontem (14/09/2025), assisti a TRON: Ares, e preciso compartilhar minhas impressões, que, devo admitir, são…complexas. O longa, que estreia oficialmente no Brasil em 09/10/2025, promete uma nova era na franquia TRON, misturando a estética cyberpunk icônica com uma trama centrada na assustadora ascensão da inteligência artificial. E, em parte, cumpre essa promessa. Mas, como um bom vinho, Ares tem seus altos e baixos, e alguns deles são bem amargos.
A sinopse oficial, sem spoilers, é concisa: um programa de IA extremamente sofisticado, Ares (Jared Leto), é enviado do mundo digital para o nosso, em uma missão de consequências globais. Esse encontro marca a primeira interação da humanidade com uma inteligência artificial deste calibre, abrindo um novo capítulo na história da humanidade – e na da franquia TRON.
Joachim Rønning, na direção, entrega um visual impecável. As sequências de ação no mundo digital são de tirar o fôlego, uma explosão de luz e cor que evoca a nostalgia dos clássicos da franquia, mas com uma tecnologia de ponta, impressionante mesmo considerando que a data de lançamento já é amanhã. As famosas Light Cycles retornam em grande estilo, em corridas frenéticas e visualmente impactantes. Porém, o roteiro de Jesse Wigutow, apesar de ambicioso, peca em alguns pontos. A trama, embora criativa na ideia central, sofre de alguns buracos de roteiro e momentos de ritmo lento, que comprometem a imersão. Há um certo excesso de explicações, que poderiam ter sido sutilmente incorporadas à narrativa, e algumas reviravoltas previsíveis.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Joachim Rønning |
| Roteirista | Jesse Wigutow |
| Produtores | Sean Bailey, Steven Lisberger, Jeffrey Silver, Justin Springer, Emma Ludbrook, Jared Leto |
| Elenco Principal | Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Gillian Anderson, Jodie Turner-Smith |
| Gênero | Ficção científica, Aventura, Ação |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtoras | Walt Disney Pictures, Sean Bailey Productions |
O elenco, por outro lado, é de tirar o chapéu. Jared Leto, como Ares, entrega uma performance matizada, explorando tanto a frieza calculada da IA quanto a fragilidade de uma entidade recém-chegada a um mundo desconhecido. Greta Lee, Evan Peters e Gillian Anderson formam um trio de personagens humanos complexos e convincentes, cada um com seus dilemas e motivações. Jodie Turner-Smith como Athena, por sua vez, rouba a cena com uma atuação poderosa. Em suma, as atuações são o ponto alto do filme.
Os pontos fortes de TRON: Ares, portanto, residem na sua incrível qualidade visual e no elenco excepcional. A mensagem do filme sobre o desenvolvimento da IA e seus potenciais perigos é oportuna e pertinente aos desafios da nossa era tecnológica, mesmo que já tenha sido explorada anteriormente. A forma como o filme questiona a ética da criação de consciências artificiais é digna de nota.
Porém, alguns pontos fracos não podem ser ignorados. O roteiro, como mencionado, é irregular; o ritmo oscila entre momentos de puro frenesi e outros de tediosa exposição. Alguns personagens secundários também são pouco explorados, deixando a desejar em termos de desenvolvimento. A conclusão, embora eficaz em termos de resolução narrativa, soa um tanto abrupta, deixando a desejar em uma certa profundidade emocional.
A Verdadeira Pergunta: Vale a Pena?
Tron: Ares não é um filme perfeito. É um filme ambicioso que, apesar de seus defeitos, consegue oferecer uma experiência cinematográfica rica, principalmente visualmente, e com um elenco impecável. Se você é fã da franquia TRON, ou apreciador de ficção científica com pitadas de aventura e ação de alta voltagem, vá ao cinema e aproveite o show de luzes e efeitos visuais. Se você espera uma obra-prima sem falhas, talvez se decepcione. Minha nota? 7,5/10. A espera até 09/10/2025 vale a pena, principalmente para testemunhar a majestosa apresentação de uma IA no cinema. Mas vá com expectativas equilibradas – e prepare-se para o espetáculo visual.




