Tudo que Quero

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O cinema tem o poder de nos levar a mundos desconhecidos, nos fazer questionar nossas próprias percepções e, muitas vezes, nos apresentar a histórias que, de outra forma, poderiam passar despercebidas. Tudo que Quero é um desses filmes, que nos coloca no lugar de Wendy, uma jovem mulher portadora de autismo, interpretada pela talentosa Dakota Fanning. Com um objetivo claro em mente – entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita – Wendy nos leva em uma jornada que é, ao mesmo tempo, cativante e reflexiva.

A direção de Ben Lewin e o roteiro de Michael Golamco trabalham em conjunto para criar uma narrativa que, apesar de algumas falhas, nos cativa com sua sinceridade e simplicidade. A atuação de Dakota Fanning é, sem dúvida, um dos pontos fortes do filme, trazendo uma autenticidade e profundidade ao personagem de Wendy que nos faz torcer por ela desde o início. O elenco de apoio, que inclui Alice Eve, Toni Collette e River Alexander, também oferece performances notáveis, enriquecendo a história com suas interpretações.

Um dos aspectos mais interessantes de Tudo que Quero é a forma como aborda o autismo. Longe de estereótipos ou simplificações, o filme apresenta Wendy como uma pessoa multifacetada, com seus próprios desejos, paixões e desafios. Sua paixão por “Star Trek” é um detalhe especialmente tocante, mostrando como a ficção científica pode ser uma fonte de conforto e inspiração. A jornada de Wendy, que a leva de sua casa em grupo em San Francisco até Los Angeles, é uma metáfora para a busca por independência e reconhecimento, temas que ressoam profundamente.

Análise Técnica e Temas

Do ponto de vista técnico, o filme é bem produzido, com uma direção que sabe equilibrar momentos de comédia e drama. A cinematografia captura bem a beleza de San Francisco e Los Angeles, contrastando com a solidão e a determinação de Wendy. O roteiro, embora tenha alguns momentos que parecem forçados, consegue transmitir a essência da luta de Wendy e sua paixão pela escrita.

Atributo Detalhe
Diretor Ben Lewin
Roteirista Michael Golamco
Produtores Lara Alameddine, Daniel Dubiecki, Ben Cosgrove, Todd Wagner
Elenco Principal Dakota Fanning, Alice Eve, Toni Collette, River Alexander, Shawn Roe
Gênero Comédia, Drama
Ano de Lançamento 2018
Produtoras 2929 Productions, The Allegiance Theater

Os temas de autismo, independência e perseguição de sonhos são abordados com sensibilidade. O filme não busca sensacionalizar ou pityar Wendy, mas sim mostrar sua força e resiliência. A relação entre Wendy e sua cuidadora, bem como com os outros personagens que ela encontra em sua jornada, é retratada de forma autêntica, destacando a importância do apoio e do entendimento.

Conclusão e Recomendação

Tudo que Quero é um filme que, apesar de suas falhas, oferece uma visão única e comovente da vida de uma jovem com autismo. Com uma atuação destacada de Dakota Fanning e uma narrativa que nos faz refletir sobre inclusão e perseverança, é uma obra que vale a pena ser vista. Se você está procurando por um filme que o faça pensar e sorrir, Tudo que Quero é uma excelente escolha.

E você, o que acha que é o maior desafio para uma pessoa com autismo na busca por independência e reconhecimento? Deixe sua opinião nos comentários!

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