Um Anjo em Minha Mesa

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Um Anjo em Minha Mesa é um filme que me tocou profundamente, não apenas pela sua história comovente, mas também pela forma como a diretora Jane Campion nos leva a refletir sobre a vida, a arte e a resiliência humana. Baseado no relato autobiográfico de Janet Frame, o filme nos apresenta uma jovem ruiva, gorducha e tímida, diagnosticada como esquizofrênica e submetida a um tratamento desumano em um sanatório.

A atuação de Kerry Fox, que interpreta Janet Frame, é simplesmente brilhante. Ela nos leva a sentir a dor, a solidão e a luta de uma mulher que, apesar de todas as adversidades, nunca perdeu a sua paixão pela escrita. A forma como a diretora Jane Campion nos apresenta a história de Janet, desde a sua infância até a sua vitória como escritora, é magistral. A cinematografia é bela, as paisagens da Nova Zelândia são deslumbrantes e a trilha sonora é emocionante.

Um dos temas mais fortes do filme é a luta contra a opressão e a discriminação. Janet Frame, como mulher e como artista, enfrenta inúmeros desafios e obstáculos, mas nunca se rende. Ela é um exemplo de como a arte pode ser uma forma de resistência e de libertação. A mensagem do filme é clara: a criatividade e a imaginação podem nos salvar, mesmo nos momentos mais difíceis.

O roteiro, escrito por Laura Jones, é excelente. Ele nos apresenta uma história complexa e multifacetada, cheia de nuances e detalhes. A forma como a história é contada, através de flashbacks e de diálogos internos, é muito eficaz. A direção de Jane Campion é sensível e respeitosa, ela nos leva a sentir a emoção e a intensidade da história.

Atributo Detalhe
Diretora Jane Campion
Roteirista Laura Jones
Produtora Bridget Ikin
Elenco Principal Kerry Fox, Alexia Keogh, Karen Fergusson, Iris Churn, Jessie Mune
Gênero Drama
Ano de Lançamento 1990
Produtoras Australian Broadcasting Corporation, Television New Zealand, Channel Four Films, Hibiscus Films

Um dos pontos fortes do filme é a forma como ele nos apresenta a relação entre a arte e a loucura. Janet Frame, como escritora, é capaz de transformar a sua dor e a sua solidão em algo belo e significativo. A forma como o filme nos mostra a importância da arte como uma forma de expressão e de libertação é muito poderosa.

No entanto, o filme também tem alguns pontos fracos. Em alguns momentos, a história pode parecer um pouco lenta e a edição pode ser um pouco confusa. Além disso, alguns personagens secundários podem parecer um pouco unidimensionais.

Em resumo, Um Anjo em Minha Mesa é um filme que me tocou profundamente. É uma história de amor, de arte e de resiliência humana. A atuação de Kerry Fox é brilhante, a direção de Jane Campion é sensível e respeitosa e o roteiro é excelente. Se você está procurando por um filme que o faça refletir sobre a vida e a arte, então Um Anjo em Minha Mesa é uma excelente escolha.

E você, o que achou do final do filme Um Anjo em Minha Mesa? Deixe sua opinião nos comentários!