Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda

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Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda: A Magia Continua, Mas o Brilho Diminuiu?

Confesso: cheguei ao cinema em 7 de agosto de 2025 com uma expectativa quase infantil para Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda. A nostalgia falava mais alto. Quem não se lembra da comédia original, que marcou uma geração? A premissa da sequência, anos depois da troca de corpos entre Tess e Anna, agora com Anna como mãe lidando com os desafios de uma família recomposta, era promissora. E, vamos ser sinceros, a possibilidade de ver Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan juntas de novo, numa continuação direta de um filme tão querido, já era meio caminho andado para o sucesso.

A trama, sem grandes spoilers, gira em torno dos novos desafios de Anna, que precisa equilibrar maternidade, carreira e a complicada dinâmica de unir duas famílias. E, como a sinopse promete, o destino – ou um raio particularmente teimoso – resolve dar uma nova chance para a troca de corpos, culminando numa divertida e caótica jornada de autoconhecimento e reconciliação familiar.

A direção de Nisha Ganatra é competente, mas falta-lhe aquela pitada de magia que fez o original tão especial. A comédia, embora muitas vezes eficaz, sofre com algumas piadas previsíveis e um ritmo que, em certos momentos, se arrasta. O roteiro de Jordan Weiss, enquanto tenta atualizar a fórmula para um público moderno, às vezes peca por ser um pouco superficial. Senti falta daquela mordacidade sutil, daquela observação afiada sobre a dinâmica mãe-filha que tornou o filme original tão memorável.

Atributo Detalhe
Diretora Nisha Ganatra
Roteirista Jordan Weiss
Produtores Andrew Gunn, Kristin Burr, Jamie Lee Curtis
Elenco Principal Lindsay Lohan, Jamie Lee Curtis, Julia Butters, Sophia Hammons, Mark Harmon
Gênero Comédia, Fantasia, Família
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Walt Disney Pictures, Burr! Productions, Gunn Films

O elenco, no entanto, salva a situação. Jamie Lee Curtis, como sempre, é um show à parte. Sua Tess, agora avó, irradia carisma e uma energia contagiante que transcende a tela. A crítica mencionando a sua atuação impecável e como se conecta a outros trabalhos dela com a Disney está totalmente certa. Já Lindsay Lohan, embora um pouco menos presente na tela, entrega uma performance madura e convincente, demonstrando crescimento como atriz desde o primeiro filme. Julia Butters, como a enteada Harper, e Sophia Hammons, como Lily, adicionam frescura e emoção ao enredo, compondo um núcleo familiar cativante. Mark Harmon, como Ryan, preenche adequadamente o papel do pai, trazendo estabilidade ao turbilhão de emoções.

Mas, e aqui vem a minha crítica mais contundente, o filme peca por não ousar o suficiente. A fórmula mágica do intercâmbio de corpos, que era tão divertida e inteligente no original, agora é usada de forma menos criativa, quase como um artifício narrativo para resolver conflitos em vez de explorá-lo como um elemento central para o desenvolvimento da trama. A mensagem sobre família, amor e compreensão, embora bem-intencionada, não é apresentada com a mesma delicadeza e originalidade do antecessor.

Em resumo, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é um filme agradável, uma comédia familiar que diverte e entretém, mas que não consegue superar a sombra do seu predecessor. É uma sequência segura, um pouco preguiçosa, que se contenta em agradar a todos sem arriscar muito. A nostalgia é um poderoso combustível, e, por isso, recomendo o filme aos fãs do original, principalmente para um momento nostálgico. Mas não espere uma obra-prima: é uma comédia leve e divertida, e nada mais. A magia está lá, mas o brilho se apagou um pouco.