Quando me sentei para assistir ao filme Viver Duas Vezes, não sabia o que esperar. A sinopse, que fala sobre Emilio, um homem diagnosticado com Alzheimer que parte em busca do seu amor de infância, me chamou a atenção pela sua originalidade e potencial emocional. Dirigido por María Ripoll e escrito por María Mínguez, este filme prometia ser uma jornada tanto emocional quanto reflexiva sobre o amor, a memória e a família.
Uma Jornada Emocional
A história começa com Emilio, interpretado magistralmente por Oscar Martínez, recebendo o diagnóstico de Alzheimer. Esta notícia desencadeia uma série de eventos que o levarão a reavivar memórias esquecidas e a buscar o amor de sua vida, Julia, interpretada por Inma Cuesta. A atuação de Martínez é digna de nota, trazendo uma profundidade e uma vulnerabilidade ao personagem que é tanto comovente quanto inspiradora. A química entre os atores principais é palpável, tornando a jornada de Emilio ainda mais envolvente e emocional.
A direção de María Ripoll é sensível e cuidadosa, capturando a essência da história e dos personagens com uma delicadeza que torna o filme uma experiência cativante. O roteiro, por sua vez, é bem estruturado, explorando temas como a memória, o amor, a perda e a resiliência de uma maneira que é ao mesmo tempo universal e profundamente pessoal. A produção, liderada por Gustavo Ferrada e Eva Muslera, também merece destaque, com uma atenção aos detalhes que ajuda a transportar o espectador para o mundo dos personagens.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretora | María Ripoll |
| Roteirista | María Mínguez |
| Produtores | Gustavo Ferrada, Eva Muslera |
| Elenco Principal | Inma Cuesta, Oscar Martínez, Mafalda Carbonell, Nacho López, Isabel Requena |
| Gênero | Comédia, Drama |
| Ano de Lançamento | 2019 |
| Produtoras | Alamar Cinema 161, Convoy Films, Film Factory, TVE |
Temas e Mensagens
Viver Duas Vezes não é apenas um filme sobre Alzheimer ou sobre o amor; é uma reflexão profunda sobre a condição humana. Ele nos lembra de que, mesmo diante das adversidades, a vida é preciosa e que as memórias, mesmo as esquecidas, continuam a nos moldar. O filme também destaca a importância da família e do apoio, mostrando como os entes queridos podem ser tanto uma fonte de força quanto de inspiração.
Um dos pontos fortes do filme é sua capacidade de equilibrar o drama com momentos de comédia, tornando a experiência de assistir ao filme mais leve e agradável, sem nunca perder a profundidade emocional. No entanto, alguns espectadores podem achar que o ritmo do filme é um pouco lento, especialmente nos momentos iniciais. No entanto, acredito que essa lentidão é intencional, permitindo que o espectador se acomode na jornada de Emilio e se conecte profundamente com ele.
Conclusão
Viver Duas Vezes é um filme que permanecerá com você muito tempo após os créditos finais. Com sua história emocional, atuações poderosas e direção sensível, é uma obra que certamente tocará o coração de muitos. Se você está procurando por um filme que o faça refletir sobre a vida, o amor e a importância das memórias, então Viver Duas Vezes é uma escolha excelente.
E você, o que acha que é o maior desafio para alguém diagnosticado com Alzheimer e sua família? Deixe sua opinião nos comentários!




